Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Um milhão de portugueses está mal hidratado

 

"Que a água é essencial à vida já todos sabemos. No entanto, segundo Ronald Maughan, presidente do Comité Científico do recém-criado Instituo Europeu de Hidratação (EHI, nas siglas em inglês), “muitas pessoas estão mal hidratadas e não entendem que o corpo necessita de água”.

Aliás, em Portugal, um estudo de Março do ano passado do Instituto Português de Hidratação demonstra que, além de um milhão de portugueses estar mal hidratado, 20 por cento da população afirmam não gostar sequer de beber água.

“A desidratação reduz a tensão, diminui a memória de curto prazo e enfraquece as funções fisiológicas. Se ficarmos muito tempo sem beber água morremos”, alerta Ronal Maughan. O especialista em hidratação e editor de várias revistas científicas dedicadas à nutrição e ao desporto explica ao Ciência Hoje que o grande desafio do instituto é “sensibilizar para a importância da hidratação na saúde”.

Porém, isto não é assim tão simples. Como Maughan exemplifica, não basta dizer: “Bebam água suficiente” e nem sequer existe um número mágico de litros recomendados por dia para cada pessoa. O especialista fala apenas numa média de 2,5 litros para os homens e dois para as mulheres, mas tudo depende de outras variáveis.

Os dados mostram que muitas pessoas estão mal hidratadas mas isto não quer dizer que beber água em excesso possa ser solução. “Há pessoas que não bebem o suficiente e outras que bebem demais. Algumas pessoas morrem por beber água em excesso, é invulgar mas acontece”, afirma o presidente do Comité Científico do EHI e professor na Universidade de Loughborough, em Inglaterra.

"Água não é tudo"

Além disto, a água não é tudo. Existem outras formas de hidratar o organismo. “Podemos beber café, chá, sumos, refrigerantes e cerveja. A comida é muito importante. Os vegetais e frutas também contêm um grande teor de água”, aclara o especialista. (ver caixa no fim do texto)

O estilo de vida, a actividade física e o ambiente em que a pessoa vive são fundamentais para perceber a quantidade de água necessária para se viver de modo saudável. Fazer exames médicos pode ser uma solução, mas Maughan explica que controlar as idas à casa de banho e observar a cor da urina é o melhor modo para se saber se se está bem hidratado.

O desafio é conseguir passar a mensagem correcta para todos os estilos de vida e de clima. Para tal, o instituto vai identificar os investigadores que estão a fazer estudos nesta área com o objectivo de perceber as falhas de conhecimento e colmatá-las com a colaboração de vários cientistas."
Quantidade de água nas bebidas e alimentos
  • Água, chá, café, bebidas desportivas, refrescos, sumos de vegetais – 90% a 100%
  • Leite, sumos de fruta, sumos – 85% a 90%
  • Cerveja e vinhos – 85% a 95%
  • Bebidas destiladas – 60% a 70%
  • Sopas – 80% a 95%
  • Morangos, melão, uvas, pêssegos, pepino, pêra, laranja, maça, alface, aipo, tomate, abóbora, brócolos, cebola, cenoura – 80% a 90%
  • Batatas, bananas, milho – 70% a 80%
  • Leite fresco - 87% a 90%
  • Iogurte – 75% a 85%
  • Gelados – 60% a 65%
  • Queijo – 40% a 60%
  • Arroz – 65% a 70%
  • Massa – 75% a 85%
  • Pão, bolachas – 30% a 40%
  • Peixe e marisco – 65% a 80%
  • Ovos – 65% a 75%
  • Carne bovina, frango, carneiro, porco, vitela – 40% a 65%
  • Carne curada, bacon – 15% a 40%
publicado por Cátia Pontes às 15:54
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Ioga na rotina de exercícios físicos fornece benefícios únicos à saúde

"Pesquisadores do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, descobriram que implementar ioga a uma rotina de exercícios pode fornecer benefícios únicos para a saúde.

"Ioga é uma filosofia ampla que contêm muitos caminhos diferentes para atingir a meta de desenvolvimento físico, mental e bem-estar espiritual", disse o professor Bobby Kapur. "Na educação física, ioga é a prática de posturas físicas e exercícios respiratórios que permite a uma pessoa fortalecer o corpo e, ao mesmo tempo entrar em um estado meditativo e relaxante de consciência. Praticar ioga pode ajudar uma pessoa a melhorar a flexibilidade, o equilíbrio, a flacidez da circulação sanguínea, e pode também relaxar a tensão muscular e combater à infecção."

"Ioga pode ajudar a melhorar a circulação de alguns linfócitos em todo o corpo para ajudar a drenar a infecção. Por isso, é que ouvimos algumas afirmações de que a ioga" limpa o corpo", acrescentou Kapur.

Os exercícios de alongamento praticados durante a ioga também promovem o alívio de muitas dores e áreas de tensão.

"As pessoas seguram stress principalmente em tensão em certos músculos, por exemplo, apertando a mandíbula", disse Kapur. "Na ioga, esses músculos tensos estão sendo esticados".

Isso também pode ajudar a reduzir a pressão sobre determinadas áreas da dor, tais como a parte inferior das costas.

Segundo Kapur, os exercícios de respiração podem ajudar a pessoa a relaxar, melhorando a função cardiovascular e pulmonar. "Isto pode ajudar nos exercícios regulares."

"Ioga por si só não induz a perda de peso. Ele deve ser feito em combinação com outros exercícios físicos e com a incorporação de uma dieta e de um estilo de vida saudável.""

 

Fonte: www.isaude.net

publicado por Cátia Pontes às 18:16
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Crianças expostas ao adenovírus tornam-se mais propensas à obesidade

 

"Jeffrey B. Schwimmer, professor adjunto da pediatria clínica na UCLA de San Diego, e colegas examinaram 124 crianças com idades entre oito e 18 anos, para verificar a presença de anticorpos específicos para o adenovírus 36 (AD36), que é uma das mais de 50 cepas de adenovírus conhecidas por infectar pessoas e causar uma variedade de doenças respiratórias, infecções gastrintestinais e outras. AD36 é o adenovírus humano atualmente ligado à obesidade.

Pouco mais da metade das crianças no estudo (67) foram consideradas obesos, com base no Índice de Massa Corporal (IMC) num percentual de 95 ou maior. Os pesquisadores identificaram anticorpos neutralizantes específicos para AD36 em 19 crianças (15%). A maioria das AD36-positivas (78%) eram obesas, com anticorpos AD36 muito mais frequente em crianças obesas (15 de 67), do que em crianças não obesas (4 de 57).

As crianças que foram AD36-positivos pesavam quase 23 quilos a mais, em média, do que as AD36-negativos. Dentro do grupo de menores obesos, aqueles com evidência de infecção AD36 pesavam em média 15 quilos a mais, do que os gordos AD36-negativos.

"Esta quantidade de peso extra é uma preocupação importante em qualquer idade, mas é especialmente preocupante para uma criança", disse Schwimmer. "A obesidade pode ser um marcador para futuros problemas de saúde, como doença cardíaca, doença hepática e diabetes. Um extra 15 a 23 quilos é mais do que suficiente para aumentar muito os riscos".

Schwimmer espera que esta pesquisa ajude a transferir parte da carga de responsabilidade que cai sobre as pessoas obesas, em especial as crianças. "Muitas pessoas acreditam que a obesidade é culpa própria ou por culpa de seus pais ou familiares. Este trabalho ajuda a ressaltar que o peso corporal é mais complicado do se imagina.

Ainda não se sabe quantas vezes e em que circunstâncias o AD36 contamina as pessoas, porque o vírus afeta as pessoas de forma diferente, ou mesmo se o ganho de peso é resultado de uma infecção ativa ou uma mudança no metabolismo.

Schwimmer explica que, em culturas celulares, o vírus infecta pré-adipócitos ou células imaturas de gordura, levando-os a desenvolver mais rapidamente e proliferar em maior número do que o normal. "Este pode ser o mecanismo para a obesidade, porém mais pesquisa precisa ser feita"."

 

Fonte: www.isaude.net

publicado por Cátia Pontes às 15:58
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Consumo de leite e produtos lácteos auxiliam na perda de peso

"Um novo estudo sobre a perda de peso, conduzido por pesquisadores da Universidade Ben-Gurion (BGU), revela que pessoas que consomem leite e produtos lácteos perderam em média mais peso quando comparada àquelas que consumiam pouco ou nenhum leite.

Independentemente da dieta, os pesquisadores descobriram que os participantes com a maior ingestão de cálcio do leite, o equivalente a 335 ml de leite ou outros produtos lácteos (580 mg), perderam cerca de seis quilos ao final de dois anos. Em contrapartida, aqueles com o menor consumo de cálcio do leite, em média cerca de 150 mg de cálcio de origem láctea (ou cerca de metade de um copo) só perdeu 3,5 quilos em média.

Além do cálcio, os pesquisadores também mostraram que os níveis sanguíneos de vitamina D afetaram o sucesso da perda de peso. Os níveis de vitamina D aumentaram entre os que perderam mais peso. O estudo de intervenção dietética confirmou uma outra pesquisa em que os participantes com excesso de peso diminuíram os níveis sanguíneos de vitamina D.

Mais de 300 participantes obesos (entre mulheres e homens), com idades entre 40 e 65 anos, participaram do estudo de avaliação do baixo teor de gordura, do Mediterrâneo ou as dietas de baixo carboidrato durante dois anos. Doutor Danit Shahar, do Centro de Saúde e Nutrição e da Faculdade de Ciências da Saúde da BGU, conduziu o estudo.

Segundo o pesquisador, "sabe-se que pessoas acima do peso apresentam menores níveis plasmáticos de vitamina D, mas este é o primeiro estudo que mostra realmente que o soro da vitamina D aumentou entre as pessoas que perderam peso".

A vitamina D aumenta a absorção de cálcio no sangue e, além da exposição ao sol, ela pode ser obtida a partir do leite fortificado, peixe e ovos.

O estudo foi publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition."

 

Fonte: www.isaude.net

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publicado por Cátia Pontes às 15:49
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Açúcar terá efeito no cérebro idêntico ao da cocaína

"É comum ouvir-se que o chocolate é um vício. Estudos científicos realizados nos Estados Unidos vieram comprovar que o açúcar pode causar um efeito no cérebro semelhante ao da cocaína.

Actualmente, existem já evidências de que os alimentos ricos em gordura, açúcar e sal podem alterar a química do cérebro, do mesmo modo que as drogas duras, como a cocaína e heroína.

A ideia, considerada polémica há apenas cinco anos, está a tornar-se uma teoria aceite entre investigadores. Mesmo assim, os mecanismos biológicos associados ao vício da fast-food ainda não foram revelados.

 

Em 2001, os neurocientistas Nicole Avena, da Universidade da Florida, em Gainesville, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, começaram a explorar a ideia com uma base biológica.

Inicialmente, os investigadores procuraram sinais de adição em animais alimentados com fast-food. O açúcar é um ingrediente chave na grande parte deste tipo de comida.

 

Assim, foi administrado a ratos um xarope, de concentração similar ao do açúcar presente numa refrigerante comum, durante 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outro grupo de ratos foi alimentado com água e comida normal.

Um mês após essa dieta, os ratos desenvolveram alterações de comportamento cerebral, identificadas pelos investigadores como idênticas às dos animais viciados em morfina. O grupo alimentado com o xarope demonstrou ainda um comportamento ansioso quando esse ingrediente foi removido.

Após este estudo, publicado em 2008, outras investigações em animais têm confirmado a base biológica para a dependência de açúcar."

 

Fonte: www.cienciahoje.pt

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publicado por Cátia Pontes às 15:36
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