Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011
Tribunal de Contas Europeu considera programa “leite para as escolas” ineficaz

 

Em vigor desde 1977, o programa “leite para as escolas” disponibiliza subvenções por parte da União Europeia (UE) à distribuição de produtos lácteos aos alunos. De acordo com o relatório publicado hoje pelo TCE, o programa – que pretende principalmente incentivar as crianças a seguirem uma alimentação saudável – tem, afinal, efeitos limitados.

Segundo o documento, “os produtos subvencionados teriam sido, na maior parte dos casos, incluídos nas refeições das cantinas ou comprados pelos beneficiários mesmo sem a subvenção”, ao mesmo tempo que “os objectivos expressos a nível educativo não são suficientemente tidos em conta na concepção e execução do programa”.

O Tribunal recomenda, por isso, uma “reforma aprofundada” do programa “para corrigir as insuficiências identificadas”. Deverá ser definida, ainda, uma população alvo em função de necessidades nutricionais específicas, permitindo o aumento do nível de subvenção por quilograma e, consequentemente, uma distribuição gratuita.

O mesmo relatório do TCE avaliou ainda a eficácia do programa “distribuição de frutas nas escolas”, activo desde 2009/2010, e que “parece ser muito mais susceptível de alcançar eficazmente os seus objectivos”, lê-se no documento. O relatório sublinha, no entanto, que é ainda demasiado cedo para formar uma opinião definitiva.

Para uma abordagem nutricional coerente, o TCE sugere o reforço da “coordenação e sinergia entre os dois programas” e avança que algumas soluções do programa mais recente poderão ser úteis para a melhoria do regime de ajuda “leite para as escolas”. Em conjunto, os dois programas auferem de um orçamento anual de 180 milhões de euros por parte da UE.

 

Fonte: www.publico.pt

publicado por Cátia Pontes às 15:33
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
Cirurgia de redução de estômago: familiares também perdem peso

"Os familiares de pacientes que se submeteram a cirurgia bariátrica (de redução do estômago) para perda de peso também podem perder alguns quilos, bem como melhorar a alimentação e exercitarem-se mais, revela um estudo publicado nos “Archives of Surgery”.

 

Segundo o estudo, realizado por investigadores da Stanford University School of Medicine, EUA, um ano após a cirurgia dos 35 pacientes, os seus familiares reduziram o peso numa média de 8 quilos.

 

Além disso, muitas das crianças dessas famílias pareciam ter beneficiado através da proximidade com o paciente, dado apresentarem um menor índice de massa corporal do que seria esperado. O estudo observou ainda que as mulheres acima do peso, com uma dieta tradicional e sob supervisão médica, perderam entre 2% e 5% do peso corporal durante 12 meses. Durante o mesmo período de tempo, tanto mulheres quanto homens obesos nas famílias dos pacientes submetidos a cirurgia perderam 3% do peso corporal total.

 

No estudo, liderado por Gavitt Woodard, foram avaliados 50 adultos e crianças que coabitavam com os pacientes, mas também os acompanhavam às consultas, onde receberam aconselhamento sobre dieta saudável e estilo de vida. Estas sessões também definiram metas diárias para o exercício físico e destacaram a importância de uma boa noite de sono, consumo moderado de álcool e menos tempo a ver televisão.

 

Passado um ano, não só os membros adultos obesos da família perderam vários quilos, mas também diminuíram centímetros do perímetro abdominal. A perda de peso entre os membros não obesos da família não foi significativa e o perímetro abdominal manteve-se normal. Mas o número de bebidas alcoólicas consumidas pelos membros adultos da família, independente do peso, diminuiu acentuadamente.

 

A investigação concluiu que os membros adultos da família tiveram mudanças significativas nos seus hábitos alimentares, com uma alimentação menos emocional e descontrolada. Os adultos e as crianças também mostraram um aumento substancial dos níveis de actividade física.

 

Em comunicado de imprensa, os autores do estudo referem que as mudanças comportamentais podem ser “contagiosas”, exemplificando com o facto de vários estudos revelarem que as pessoas estão mais propensas a deixar de fumar se os seus cônjuges o fizerem, ou a tornarem-se obesas se um amigo se torna obeso."

 

Fonte: www.alert.pt

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publicado por Cátia Pontes às 19:42
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
Alimento da semana - ROMÃ

Por trás dos bagos vermelhos e rosados de sabor agridoce, está um fruto exótico que tem imensas  propriedades benéficas para o organismo e, por conseguinte, para a saúde.

Rica em água, potássio e antioxidantes, a romã ajuda, entre outras coisas, a manter baixos os níveis de colesterol e de tensão arterial, e a sua vitamina C protege das constipações.

Não tem gordura nenhuma, apenas hidratos de carbono (e mesmo assim em quantidade reduzida) que dão energia de forma imediata, e um elevado teor de água, que lhe confere uma incomparável suculência e ajuda a manter o corpo saudável e hidratado.

Tem uma quantidade significativa de potássio, o que, aliado ao seu reduzido nível de sódio, ajuda a repor o nível hídrico das células. Isto traduz-se numa recuperação mais eficaz da saúde das células, melhorias no sistema nervoso e muscular, e redução da tensão arterial.

É rica em substâncias antioxidantes (flavonóides, pró-vitamina A e vitamina C, bem como taninos, substância responsável pela sensação áspera do sabor da romã) que ajudam a controlar os níveis de colesterol, ajudam na prevenção contra doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, e ainda previnem o envelhecimento rápido e mantêm a pele saudável.
É uma fruta recomendada para diabéticos por ter quantidades quase nulas de sacarose (0,2 g por cada 100 g). Para além disso, ajuda a emagrecer porque é pouco calórica, (50 Kcal/100g de alimento), e tem um ligeiro efeito diurético.

É de fácil digestão e está indicada para problemas gastrointestinais, como diarreia, úlceras ou flatulência, bem como na prevenção das hemorróidas. Mais importante ainda é o facto de ser um excelente aliado contra o stress, doenças cardiovasculares ou até mesmo contra o cancro, principalmente da próstata.

Escolha bem: prefira as romãs que pesam mais em proporção ao seu tamanho, sem cortes nem amolgadelas, com uma casca rija de cor viva e nuances acastanhadas. Apesarde poder encontrar romãs à venda durante todo o ano, a época em que as suas propriedades organolépticas (cor, sabor, aroma) estão mais apuradas vai desde o início de Outubro a meio de Dezembro.

 

Dicas de conservação:

À temperatura ambiente: num local fresco, até um mês;

No frigorífico: até 2 meses;

No congelador: descasque e guarde as sementes até 3 meses.

 

Receita: Arroz doce com romã

 

Ingredientes:

  • 250 gr de arroz carolino
  • 500 ml de leite
  • 750 ml água (500 + 250)
  • 100 gr de açúcar
  • 1 romã
  • casca de limão
  • 1 pitada de sal

 Preparação:

Numa panela ferva o leite com 500 ml de água e o sal.

Junte o arroz e cozinhe-o por cerca de 20 minutos, mexendo ocasionalmente. Noutra panela aqueça os 250 ml de água com a casca de limão e o açúcar e mexa até que o açúcar se dissolva.

Retire as cascas de limão e insira os bagos de romã (reserve alguns para decoração) e ferva por 5 minutos, filtre o sumo. Insira-o no arroz e continue a cozinhar até todo o líquido ter sido absorvido.

Deixe repousar por alguns minutos. Divida o arroz por taças, polvilhe com bagos de romã e sirva.

 

publicado por Cátia Pontes às 14:57
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
Alimento da semana - BELDROEGA

 Esta planta que infesta campos é possuidora de grandes propriedades nutricionais e medicinais. Nutricionalmente, é rica em Ómega 3, Vitaminas A, B e C, carotenos e minerais como o magnésio, cálcio, potássio e ferro. Possui também antioxidantes e fibra.

Em medicina tradicional é usada contra obstipação, insónias, inflamações do trato urinário e hepáticas assim como baixar a febre.

A erva fresca macerada pode ser aplicada em queimaduras e picadas de insectos. Também facilitam a cicatrização e atenuam cólicas renais.

As suas folhas são muito diuréticas.

Na cozinha, pode ser utilizada crua em salada, como acompanhamento ou para guarnecer pepino e tomate e ainda para fazer sopa, tendo-se atenção para que estas não cozam demasiado.

No entanto, a beldroega é um coagulante do sangue, por isso deve consumir-se moderadamente, assim como o seu uso em salada, não deve ser excessivo, pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos.

Escolha bem: as beldroegas devem apresentar um aspecto viçoso e as folhas e caules rígidos. Se estiverem murchas ou flácidas significa que perderam água por terem sido mal conservadas ou colhidas há muito tempo. As folhas não devem estar sujas ou manchadas.

 

Dicas de conservação:

No frigorífico, protegidas em plástico ou num recipiente tapado, até 3 dias.

 

Receita: Salada de beldroegas com pêssego e queijo fresco

Ingredientes:

  • 1 molhinho de beldroegas
  • 1 pêssego
  • 1 queijo fresco
  • 1 cebola pequena picada
  • uma pitada de sal e pimenta a gosto
  • Vinagre balsâmico

Preparação:

Coloque num prato os raminhos de beldroegas, o pêssego e o queijo cortado.

Por cima, coloque a cebola picada.
Tempere com uma pitada de sal e pimenta a gosto. Regue com o vinagre balsâmico.

publicado por Cátia Pontes às 09:37
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
Testes de intolerância para detectar alergias alimentares são inúteis

 

Os testes múltiplos de intolerância para detectar as alergias alimentares são inúteis, de acordo com o presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia.

 

“Cada vez mais assistimos a pessoas que, por iniciativa própria ou por profissionais que não estão habilitados, nos aparecem com análises que foram feitas para estudar eventuais intolerâncias ou alergias alimentares”, revela à agência Lusa Mário Morais de Almeida. O especialista adianta que esta situação já acontece há algum tempo, mas agora começa a ser mais frequente.

 

“As pessoas tentam estudar os seus problemas por iniciativa própria, pedindo análises por indicações que não são médicas e que depois têm interpretações muito erradas, associadas a custos que não são justificados”, disse.

 

“As pessoas, porque andam mais cansadas, porque andam mal dispostas, com queda de cabelo, dores de cabeça, pedem este tipo de análise sem qualquer tipo de orientação técnica”, alerta o presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia. Esta situação pode conduzir a “riscos muito importantes, nomeadamente em termos de saúde, devido ao tipo de dietas que começam a ser feitas, assim como as restrições alimentares feitas sem fundamento”.

 

Mário Morais de Almeida dá como exemplo a alergia ou a intolerância ao leite de vaca, a mais frequente na população: “não é com este tipo de exames que [as intolerâncias] são estudadas. Carecem sempre da avaliação dos sintomas por um médico e depois, então, eventuais pedidos de alguns exames e uma dieta recomendada”.

 

“Estas análises não estão incluídas em qualquer sistema de reembolso, nem nunca podem vir a ser. Estamos a falar de análises que não têm validação científica e, segundo os doentes, podem custar centenas de euros”, chamou a atenção Mário Morais de Almeida.

 

“O alerta dos alergologistas é para tentar parar com esta tendência, em que já se fala em promoções nas análises”, sustenta.

 

Fonte: www.alert.pt

 

publicado por Cátia Pontes às 12:09
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Excesso de peso na gravidez aumenta risco de asma na adolescência

Os filhos das mulheres que têm excesso de peso ou são obesas no início da gravidez apresentam maior risco de sofrer de asma ou pieira na adolescência, sugere um estudo publicado no “Journal of Epidemiology & Community Health”.

 

Para o estudo, os investigadores da University of Greenwich's School of Health & Social Care, no Reino Unido, em colaboração com cientistas do Imperial College London e algumas instituições na Finlândia analisaram os dados de 6.945 adolescentes nascidos em 1986 no norte da Finlândia. As mães destes adolescentes foram questionadas, às 12 semanas de gestação, sobre o seu estilo de vida, antecedentes sociais e nível de educação. Tanto o peso pré-gestacional materno, bem como o índice de massa corporal e os sintomas de asma dos adolescentes foram analisados.

 

O estudo revelou que, em comparação com os filhos das mulheres que tinham um peso adequado no início da gravidez, os filhos das que tinham excesso de peso ou eram obesas apresentavam um risco 20 a 30% maior de sofrer de asma. Os investigadores também constataram que quanto maior era o peso da mulher no início da gravidez, maior era o risco de os filhos apresentarem este tipo de problemas respiratórios. Verificou-se ainda que, as mulheres que tinham história de alergias apresentavam também um maior risco de terem filhos com problemas respiratórios.

 

Em comunicado enviado à imprensa, o líder do estudo, Swatee Patel, revelou ainda que “as mães mais pesadas tinham um risco 47% maior de terem filhos com asma do que as mães com um peso saudável. Os nossos resultados sugerem que ter excesso de peso pode interferir com o normal desenvolvimento fetal em resultado da interrupção da actividade metabólica e hormonal, o que poderá, em parte, contribuir para o aumento das taxas de asma crónica.”

 

O investigador conclui, assim, que estes novos achados podem ser adicionados à extensa lista de malefícios provocada pela obesidade, não só para as mães como para os seus filhos. 

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publicado por Cátia Pontes às 14:02
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