Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Obesidade, tabagismo e colesterol aumentam com entrada na universidade

 

Aumento do sedentarismo, obesidade, níveis elevados de gordura no sangue e tabagismo foram as principais conclusões de um estudo que avaliou o impacto da vida académica na saúde dos estudantes, dois anos após a entrada na universidade.

 

A investigação, publicada pela agência Lusa, foi realizada no âmbito da tese de doutoramento de Maria Piedade Brandão, docente da Universidade de Aveiro.

 

Neste sentido, o estudo liderado por Maria Piedade Brandão, resultante de uma parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, a Universidade do Porto, e a Universidade de Aveiro, envolveu 154 estudantes da Universidade de Aveiro, durante, pelo menos, dois anos de acompanhamento.

 

O trabalho revelou que os alunos expostos à vida académica universitária, quando comparados com aqueles de entrada recente no ensino superior, apresentaram proporção mais elevada de níveis de tabagismo (zero por cento nos não expostos para 19,3% nos expostos). “Ou seja – sustentou a investigadora - destes 154 alunos, aquando da entrada na universidade, nenhum fumava, no entanto, após dois anos de exposição universitária 19,3% dos indivíduos passou a fumar”.

 

Citada pela agência Lusa, Maria Piedade Brandão destacou também que a proporção de dislipidemia (presença de níveis elevados de lípidos no sangue) também aumentou com a exposição à vida universitária (28,6% nos não expostos para 44% nos expostos), bem como o sobrepeso (12,5% nos não expostos para 16,3% nos expostos).

 

O trabalho revelou ainda que os alunos que não estão expostos à vida universitária apresentaram padrões de saúde ligeiramente mais favoráveis do que aqueles que frequentam o ensino superior. Foi também encontrada uma proporção elevada de sedentarismo em ambos os grupos (79,6% nos não expostos e 80,7% nos expostos).

 

Esta investigação recorreu a técnicas invasivas de recolha de dados, como a medição de glicemia, perfil lipídico e níveis séricos de homocisteína (aminoácido não essencial que tem sido apontado por alguns investigadores como causa independente de doença cardiovascular).

 

Fonte: www.alert.pt

 

publicado por Cátia Pontes às 11:58
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Rede de restaurantes de comida saudável

 A Direcção-geral da Saúde e a Plataforma Contra a Obesidade aderiram a um programa europeu de combate à obesidade, que disponibiliza uma rede de restaurantes de comida saudável para quem recebe subsídio de alimentação em títulos.

A iniciativa Food Program é desenvolvida por uma empresa de títulos de refeição e conta com o apoio da Comissão Europeia e a parceria, em Portugal, da Direcção-Geral de Saúde (DGS) e da Plataforma Contra a Obesidade.

Em comunicado, os promotores da iniciativa explicam que o objectivo «é que os trabalhadores de todos os países que recebem o subsídio de alimentação em títulos possam ter à sua disposição uma rede certificada de restaurantes que sirvam comida saudável».

Sob o lema «uma alimentação saudável» será criado um guia que garanta uma alimentação com qualidade gastronómica e que ajude as pessoas a manterem-se saudáveis e elegantes, acrescenta a nota.

Este programa é uma das apostas da União Europeia para melhorar a alimentação da população activa e está já em vigor em Espanha, França, Itália, Bélgica, República Checa, Suécia e Eslovénia. Portugal aderiu no passado dia 14.

Além da certificação de uma rede de restaurantes, e empresa de títulos de refeição ligada a este projecto compromete-se a fazer chegar aos trabalhadores, que recebem os subsídios de alimentação através dos seus títulos, informação adicional sobre as formas de melhorar a alimentação.

Além disso, compromete-se a organizar conferências, jornadas e seminários sobre o tema e a promover a educação alimentar e nutricional nas empresas suas clientes.

Em Portugal há cerca de três milhões de adultos com peso excessivo, incluindo cerca de 400 mil com obesidade. Destes, 36 mil terão obesidade mórbida.

 

Fonte:sol.sapo.pt

publicado por Cátia Pontes às 15:11
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Comer menos mantém o cérebro jovem

Existe uma molécula no cérebro, denominada CREB1, que é activada pela "restrição calórica" (dieta hipocalórica) que, por sua vez, activa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro, segundo um estudo publicado na "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

 

"O nosso objectivo é encontrar uma maneira de activar a CREB1, por exemplo, através de novos fármacos, para manter o cérebro jovem, sem a necessidade de uma dieta rigorosa”, explicou em comunicado de imprensa o líder da investigação Giovambattista Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, Itália.

 

A restrição calórica significa que os ratinhos só podiam comer até 70% dos alimentos que consumiam normalmente, uma maneira conhecida de prolongar a vida, como se observa em muitos modelos experimentais.

 

Geralmente, com uma restrição calórica, os ratinhos não se tornam obesos e não desenvolvem diabetes, apresentam maior desempenho cognitivo e de memória, e são menos agressivos. Além disso, desenvolvem mais tardiamente a doença de Alzheimer e com sintomas menos graves do que os animais sobrealimentados.

 

Muitos estudos sugerem que a obesidade prejudica o cérebro, causando envelhecimento precoce, e tornando-o mais susceptível a doenças típicas dos idosos, como Alzheimer e Parkinson, enquanto, por outro lado, a restrição calórica mantém o cérebro jovem. No entanto, o mecanismo molecular exacto que está por trás dos efeitos positivos de uma dieta hipocalórica para o cérebro era, até ao momento, desconhecido.

 
A equipa italiana descobriu que a molécula CREB1 activada pela restrição calórica produz efeitos benéficos ao cérebro, activando um outro grupo de moléculas relacionadas à longevidade, as sirtuínas. Esta descoberta é consistente com o facto de que a CREB1 também regula funções importantes do cérebro que controlam a memória, a aprendizagem, a ansiedade, e a sua actividade é reduzida pelo envelhecimento fisiológico.
 
Por outro lado, os investigadores descobriram que a acção da CREB1 pode aumentar drasticamente através da simples redução da ingestão calórica, e demostraram que a CREB1 é essencial para fazer a restrição calórica no cérebro. De facto, nos roedores que tinham falta da CREB1, os benefícios da restrição calórica no cérebro desapareceram.
 
"Por isso, as nossas descobertas identificam pela primeira vez um importante mediador dos efeitos da dieta sobre o cérebro", conclui Pani, acrescentando que "estes novos dados têm implicações importantes para o desenvolvimento de futuras terapias para manter o cérebro jovem e prevenir a degeneração cerebral e o processo de envelhecimento. Além disso, o estudo adiciona informações sobre a correlação entre doenças metabólicas, como a diabetes e a obesidade e a diminuição das actividades cognitivas."
 
Fonte: www.alert.pt
publicado por Cátia Pontes às 14:59
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Consumidores de soja têm menores taxas de cancro do pulmão

As pessoas que consomem grandes quantidades de produtos de soja fermentados, como o tofu, têm uma baixa probabilidade de desenvolverem cancro do pulmão, sugere um estudo publicado na revista “American Journal of Clinical Nutrition”.

 

Embora não existam evidências de que a soja proporcione um efeito protector, as experiências demonstraram que as substâncias chamadas isoflavonas retardam o crescimento das células tumorais.

 

Uma equipa da China e dos Estados Unidos analisou a literatura médica e encontrou 11 estudos observacionais, alguns dos quais com duração de uma década ou mais.

 

Os participantes que consumiam mais soja na dieta tiveram um risco 23% menor de desenvolverem cancro do pulmão do que aqueles que consumiam menos de soja, segundo o estudo liderado por Wan-Shui Yang, da Faculdade de Medicina da Universidade Jiaotong, em Xangai.

 

Estimativas da American Cancer Society referem que 8% dos homens e 6% das mulheres desenvolverão a doença durante a vida.

 

A relação entre soja e cancro manteve-se após a análise dos produtos não fermentados, como tofu e leite de soja, e nas pessoas que nunca fumaram,  mulheres e asiáticos.

 

Matthew Schabath, do Moffitt Cancer Center, na Flórida, EUA, e cujo estudo foi incluído na revisão, apontou, em comunicado de imprensa, que são necessários mais estudos para explicar a relação entre soja e cancro do pulmão. "Não se trata apenas da soja. Poderiam influir outros nutrientes dos alimentos", disse Schabath, acrescentando que os "estudos observacionais mostram sempre que a alimentação saudável é benéfica."

 

"Não foi possível encontrar a pílula mágica que possa impedir (o cancro) ", disse o investigador, alertando que para reduzir o risco de desenvolver cancro do pulmão deve-se “deixar de fumar e ser cauteloso com a informação que está a circular."

 

Fonte: www.alert.pt

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publicado por Cátia Pontes às 15:45
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
Batatas reduzem pressão arterial

 

O estereótipo de que a batata é um alimento que engorda e do qual devemos evitar para mantermos uma dieta adequada está a receber uma nova revisão. Os cientistas descobriram que apenas uma porção do tubérculo por dia reduz a pressão arterial, quase tanto como a aveia, e não engorda.

 

A pesquisa não se centrou nas batatas fritas, que continuam gordurosas e perigosas para a saúde, mas nas batatas cozidas sem óleo num forno de microondas. Embora os investigadores tenham utilizado batata roxa, acreditam que as demais variedades do tubérculo também têm efeitos semelhantes.

 

"A batata, mais do que talvez qualquer outro vegetal, tem uma má reputação que tem levado muitas pessoas preocupadas com a saúde a proibi-las da sua dieta", disse Joe Vinson, líder do estudo, da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, nos EUA.

 

“Basta mencionar a batata e as pessoas pensam logo: “engorda, tem muitos hidratos de carbono e muitas calorias”.

 

Na realidade, quando preparada sem fritura e servida sem manteiga, margarina ou afins, uma batata tem apenas 110 calorias e dezenas de fitoquímicos saudáveis e vitaminas. Os cientistas esperam que o estudo ajude a mudar essa imagem nutricional.

 

No novo estudo, 18 pacientes com excesso de peso ou obesidade e com pressão arterial elevada comeram de seis a oito batatas roxas (cada uma do tamanho de uma bola de golfe) com pele duas vezes por dia durante um mês. Os cientistas mediram a pressão do sangue dos pacientes, tanto sistólica (o número mais alto em uma leitura da pressão arterial como em “120/80″) e diastólica.

 

A pressão arterial diastólica baixou em média 4,3% e a pressão sistólica diminuiu 3,5%. Nenhum dos participantes do estudo apresentou ganho de peso.

 

Outros estudos já tinham identificado substâncias presentes na batata cujos efeitos no organismo são semelhantes aos princípios activos dos medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta (inibidores da enzima de conversão da angiotensina ECA).

 

Alguns fitoquímicos das batatas que ajudam na diminuição da pressão arterial também podem ser encontrados, em menor quantidade, nos brócolos, nos espinafres e na couve-de-bruxelas.

 

Fonte: www.alert.pt

publicado por Cátia Pontes às 09:56
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
Menstruação antes dos 12 anos aumenta risco de obesidade

As raparigas que têm a primeira menstruação antes dos 12 anos correm um risco acrescido de ficar obesas na adolescência, segundo conclui um estudo de uma investigadora da Universidade do Minho. Por outro lado, o estudo de Raquel Leitão mostra também que “as jovens com menarca precoce já tinham, desde os sete anos, níveis de gordura corporal superiores às restantes”.

A académica é a autora de «A obesidade da infância para a adolescência: um estudo longitudinal em meio escolar». A investigadora refere que, de facto, “os resultados reforçam a relação entre a idade da primeira menstruação e a gordura corporal, mas não explicam se a obesidade é causa ou consequência da maturação sexual precoce".

O estudo revela que a incidência de obesidade no grupo de raparigas que teve a menarca em idade precoce (inferior aos 12 anos) foi de 24,1 por cento, resultado superior ao das adolescentes que tiveram a primeira menstruação numa idade dita “normal” (entre os 12 e 13 anos) e tardia (superior a 13 anos).

A idade média da ocorrência na amostra, constituída por 109 raparigas nascidas em 1991, foi de 12,2 anos, valor semelhante à generalidade dos países mediterrânicos. Estes são dados “preocupantes”, pois revelam que a tendência de adiantamento da maturação sexual nas adolescentes parece persistir. Em Portugal, a média da idade da menarca diminuiu de 15 anos nas raparigas nascidas em 1880 para 12,4 anos na década de 80 do século XX.

Raquel Leitão alerta para os riscos da obesidade e do período precoce sobre a saúde. “Tendo em conta que a obesidade na adolescência tende a persistir para a idade adulta e que existem riscos de saúde associados de forma independente à obesidade, adiposidade centralizada e menarca precoce, poder-se-á prever consequências adversas para a saúde destes participantes”, reforça a doutorada, que é nutricionista e docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Trajectórias de adiposidade

Segundo Raquel Leitão, estas são “evidências claras do quão urgente é necessário prevenir desde cedo a deposição excessiva de gordura corporal durante a fase de crescimento”. A investigação teve ainda como objectivo conhecer as trajectórias de adiposidade apresentadas pelas crianças de ambos os sexos durante o período de seis anos avaliado (dos nove para os 15 anos de idade).

Visou também identificar hábitos alimentares, padrões de actividade física e características psicossociais que distingam os adolescentes com diferentes trajectórias de adiposidade. “O que se pretendia era identificar as crianças que desenvolveram obesidade, as que mantiveram esta patologia e ainda as que a reverteram”, explica Raquel Leitão

Os resultados apontam para o facto de os rapazes terem mais facilidade em reverter a obesidade. As raparigas mostraram maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da patologia e uma grande dificuldade em voltar a um peso normal.
 
Fonte: www.cienciahoje.pt
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publicado por Cátia Pontes às 09:49
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