Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Dieta rica em gordura diminui qualidade do sémen

Os homens que adotam uma dieta rica em gordura têm um sémen de menor qualidade, dá conta um estudo publicado na revista científica “Human Reproduction”.

 

Estudos anteriores têm investigado a associação entre o índice de massa corporal e a qualidade do sémen, mas têm contudo chegado a resultados controversos. Por outro lado, ainda pouco se sabe sobre o potencial papel da dieta rica em gorduras e a qualidade do sémen.

 

Assim, neste estudo, os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, contaram com a participação de 99 homens, os quais foram interrogados sobre a sua dieta tendo também sido analisadas amostras do sémen. A 23 dos participantes foram medidos no sémen e no plasma seminal os níveis de ácidos gordos.

 

Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com a quantidade de gorduras que consumiam. O estudo apurou que os homens que consumiam mais gordura tinham um número total de espermatozóides 43% menor e uma concentração de espermatozóides 38% menor, do que aqueles que ingeriam níveis mais baixos de gordura.

 

Os investigadores constataram que a associação entre o consumo de gordura e qualidade do sémen estava, em grande parte, condicionada pela ingestão de gorduras saturadas. Os homens que consumiam uma maior quantidade de gorduras saturadas tinham um número total de espermatozóides 35% menor e uma concentração de espermatozóides 38% menor, do que aqueles que consumiam gorduras menos saturadas.

 

O estudo também revelou que os homens que consumiam mais ácidos gordos ómega 3 tinham um sémen de melhor qualidade que os que ingeriam menos quantidade deste tipo de ácidos gordos.

 

Os investigadores chamam a atenção para o facto de este ser um estudo pequeno, sendo necessário replicar estes resultados em estudos de maior escala para assegurar o papel do consumo de gordura na fertilidade dos homens. “Contudo, se os homens reduzirem a quantidade de gorduras que ingerem e aumentarem o consumo de ácidos gordos ómega 3, aumentam não só a saúde no geral como também a saúde reprodutiva”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jill Attaman.

 

Fonte: www.alert.pt 

publicado por Cátia Pontes às 15:35
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
Autismo: dieta sem glúten e caseína pode ser benéfica

As crianças com distúrbios do espetro do autismo podem beneficiar de uma dieta sem glúten e caseína, sugere um estudo publicado no “Nutritional Neuroscience”.

 

Estudos anteriores têm demonstrado que as crianças com distúrbios do espetro do autismo apresentam normalmente sintomas gastrointestinais associados. Alguns especialistas têm sugerido que os peptídeos derivados do glúten e da caseína podem causar uma resposta imune nas crianças que sofrem deste tipo de distúrbio. Adicionalmente, também tem sido proposto que estes peptídeos podem desencadear os sintomas gastrointestinais e os problemas de comportamentos que afetam estas crianças.

 

Neste estudo, os investigadores da Penn State College of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 387 pais de crianças com distúrbios do espetro do autismo os quais foram convidados a preencher um questionário sobre os sintomas gastrointestinais dos filhos, diagnósticos de alergias alimentares, suspeita de sensibilidade a alguns nutrientes, assim como o grau de adesão dos filhos a uma dieta sem glúten e caseína.

 

O estudo revelou que as crianças que adotaram uma dieta sem glúten e caseína apresentaram uma melhoria dos sintomas gastrointestinais, bem como uma melhoria dos seus comportamentos sociais, nomeadamente ao nível da linguagem, contato visual, atenção e resposta social.

 

De acordo com uma das autoras do estudo, Laura Cousino Klein, o autismo pode ser mais do que uma doença neurológica, podendo envolver também o trato gastrointestinal e o sistema imunológico.

 

“Existem ligações fortes entre o sistema imunológico e o cérebro, que são mediadas por múltiplos sintomas fisiológicos. A maioria dos recetores da dor estão localizados no intestino, assim a adesão a uma dieta sem glúten e caseína, reduz a inflamação e o desconforto que pode alterar o processamento cerebral, tornando o organismo mais recetivo às terapias contra os distúrbios do espetro do autismo”, revelou, em comunicado de imprensa, a investigadora.

 

Apesar de serem necessários mais estudos, “os nossos resultados sugerem que uma dieta sem glúten e caseína pode ser benéfica para algumas crianças com autismo”, conclui Laura Cousino Klein. Acrescentando que é possível que existam outras proteínas, como a soja, que também apresentem efeitos prejudiciais para estas crianças.

 

Fonte: www.alert.pt 

publicado por Cátia Pontes às 09:58
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Suplementos de selénio podem ser prejudiciais

A toma de suplementos de selénio para as pessoas que já o ingerem em quantidades suficientes através da dieta pode ser prejudicial e aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2, sugere um estudo de revisão publicado na revista “The Lancet”.

 

O selénio é um mineral natural que pode ser encontrado no solo e nos alimentos sendo essencial para a saúde. Uma baixa ingestão deste mineral está relacionada com um maior risco de morte, um sistema imunológico mais fraco e declínio cognitivo. Por outro lado, a ingestão elevada de selénio tem vindo a ser associada a uma melhor fertilidade masculina, efeitos antivirais e proteção contra o cancro da próstata, pulmão cólon, reto e bexiga. Contudo, alguns estudos também têm sugerido que níveis elevados de selénio podem ter efeitos nocivos, como o aumento do risco da diabetes tipo 2.

 

Durante os últimos dez anos, o uso deste tipo de suplementos tem sido generalizado, em grande parte, devido ao fato de se acreditar que o selénio poder reduzir o risco de cancro e outras doenças. Mas os resultados de alguns ensaios clínicos têm revelado alguma controvérsia relativamente à eficácia deste mineral. Esta revisão, agora publicada, dá conta que os estudos realizados em diferentes populações, com diferentes níveis de selénio e antecedentes genéticos, deram origem a resultados divergentes.

 

De acordo com a autora deste estudo, Margaret Rayman, da University of Surrey, Reino Unido, estes resultados contraditórios podem ser explicados pelo fato de os suplementos de selénio, tal como ocorre para outros nutrientes, só apresentam benefícios quando ingeridos em quantidades adequadas.

 

Segunda a investigadora, os indivíduos que têm níveis mais baixos de selénio no sangue são os que beneficiam mais deste tipo de suplementos. Este estudo de revisão sugere que a interação entre a ingestão de selénio e o background genético também é importante. As pessoas podem assim ser mais ou menos geneticamente recetivas aos benefícios das proteínas que contêm selénio, as selenoproteínas.

 

Margaret Rayman conclui que as pessoas com níveis sanguíneos de selénio iguais ou superiores a 122 µg/L não devem tomar suplementos de selénio. Contudo, há bastantes benefícios para as pessoas que têm níveis mais baixos deste mineral.

 

Fonte: www.alert.pt 

publicado por Cátia Pontes às 10:39
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