Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Será realmente benéfico reduzir o sal?

Numa revisão de estudos publicada na “Cochrane Library”, cientistas britânicos verificaram que, se bem que a diminuição do consumo de sal, aparentemente, conduz a leves reduções da pressão sanguínea, esse facto não se traduz na redução do risco de morte ou de doença cardíaca.

 

Contudo, segundo os investigadores, os ensaios feitos até ao momento (e analisados nesta revisão) não são amplos o suficiente para demonstrarem qualquer benefício para a saúde do coração, por isso propõem a realização de estudos mais amplos.

 

"Com os governos a fixarem limites cada vez mais baixos para o consumo de sal e as empresas a tentarem eliminá-lo dos seus produtos, é realmente importante que façamos ensaios mais amplos para compreender os benefícios e os riscos da redução do uso de sal", disse, em comunicado, Rod Tyler, da University of Exeter, Reino Unido.

 

A maioria dos especialistas concorda que consumir sal em excesso faz mal à saúde e que diminuir a sua ingestão reduz a tensão arterial em pessoas com a pressão arterial normal e alta. Contudo, refere a mesma nota enviada à imprensa, os cientistas precisam demonstrar se o benefício para a pressão arterial se traduz numa melhoria da saúde cardíaca na população em geral.

 

O especialista explicou "que (na análise aos estudos) podem não ter encontrado grandes vantagens (da redução do consumo de sal) devido ao facto de ter sido analisado um pequeno número de pessoas ou porque a redução no uso de sal foi relativamente pequena".

 

"As pessoas dos ensaios que analisámos apenas reduziram o consumo de sal de forma moderada, de modo que o efeito sobre a pressão arterial e doenças cardíacas não foi grande", acrescentou.

 

Muitos dos países desenvolvidos aprovaram directrizes, recomendadas pelos governos, para que as pessoas reduzam o consumo de sal ou sódio para beneficiar a sua saúde a longo prazo. A Organização Mundial de Saúde coloca a diminuição do uso de sal entre as 10 melhores maneiras de baixar as taxas da doença crónica.

 

A equipa liderada por Taylor analisou os resultados de sete estudos que incluíram 6.489 participantes. Segundo o comunicado de imprensa, os cientistas referem que estas informações seriam suficientes para tirar conclusões, mas acreditam precisar de dados de, pelo menos, 18 mil pessoas para poder identificar algum benefício claro para a saúde.

 

Fonte: www.alert.pt

tags:
publicado por Cátia Pontes às 15:12
link do post | comentar | favorito
|
.: Cátia Pontes
.: despensa

Setembro 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Maio 2009

Fevereiro 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

.: alimentarte aconselha
subscrever feeds