Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Comer menos mantém o cérebro jovem

Existe uma molécula no cérebro, denominada CREB1, que é activada pela "restrição calórica" (dieta hipocalórica) que, por sua vez, activa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro, segundo um estudo publicado na "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

 

"O nosso objectivo é encontrar uma maneira de activar a CREB1, por exemplo, através de novos fármacos, para manter o cérebro jovem, sem a necessidade de uma dieta rigorosa”, explicou em comunicado de imprensa o líder da investigação Giovambattista Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, Itália.

 

A restrição calórica significa que os ratinhos só podiam comer até 70% dos alimentos que consumiam normalmente, uma maneira conhecida de prolongar a vida, como se observa em muitos modelos experimentais.

 

Geralmente, com uma restrição calórica, os ratinhos não se tornam obesos e não desenvolvem diabetes, apresentam maior desempenho cognitivo e de memória, e são menos agressivos. Além disso, desenvolvem mais tardiamente a doença de Alzheimer e com sintomas menos graves do que os animais sobrealimentados.

 

Muitos estudos sugerem que a obesidade prejudica o cérebro, causando envelhecimento precoce, e tornando-o mais susceptível a doenças típicas dos idosos, como Alzheimer e Parkinson, enquanto, por outro lado, a restrição calórica mantém o cérebro jovem. No entanto, o mecanismo molecular exacto que está por trás dos efeitos positivos de uma dieta hipocalórica para o cérebro era, até ao momento, desconhecido.

 
A equipa italiana descobriu que a molécula CREB1 activada pela restrição calórica produz efeitos benéficos ao cérebro, activando um outro grupo de moléculas relacionadas à longevidade, as sirtuínas. Esta descoberta é consistente com o facto de que a CREB1 também regula funções importantes do cérebro que controlam a memória, a aprendizagem, a ansiedade, e a sua actividade é reduzida pelo envelhecimento fisiológico.
 
Por outro lado, os investigadores descobriram que a acção da CREB1 pode aumentar drasticamente através da simples redução da ingestão calórica, e demostraram que a CREB1 é essencial para fazer a restrição calórica no cérebro. De facto, nos roedores que tinham falta da CREB1, os benefícios da restrição calórica no cérebro desapareceram.
 
"Por isso, as nossas descobertas identificam pela primeira vez um importante mediador dos efeitos da dieta sobre o cérebro", conclui Pani, acrescentando que "estes novos dados têm implicações importantes para o desenvolvimento de futuras terapias para manter o cérebro jovem e prevenir a degeneração cerebral e o processo de envelhecimento. Além disso, o estudo adiciona informações sobre a correlação entre doenças metabólicas, como a diabetes e a obesidade e a diminuição das actividades cognitivas."
 
Fonte: www.alert.pt
publicado por Cátia Pontes às 14:59
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