Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
As crianças e o apetite

Eis um artigo que saiu no Público e que recomendo:

 

"Com o Verão e o calor, a falta de apetite aumenta entre muitas crianças. E é frequente ver adultos a forçá-las ou a tentar convencê-las a comer as quantidades que eles consideram adequadas. “Mas o apetite não é normalizado”, varia de pessoa para pessoa e de criança para criança e “não são os pais que devem normalizar o apetite das crianças” afirma a médica Isabel do Carmo, especialista em comportamento alimentar.

 

O importante é que os adultos procurem que a criança ou o adolescente “coma com qualidade” em porções consideradas “razoáveis”. Usando a persistência, mas sem ansiedade. “Em geral, o apetite tende a regular-se biologicamente de forma natural”, nota Pedro Teixeira, da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade. Para contrariar este problema sazonal em vez de obrigar a comer, será preferível “adequar as refeições à estação com alimentos mais frescos e com mais água”, considera.

A ideia de que comer bem é comer muito ainda subsiste em muitos meios, sobretudo entre as pessoas mais velhas e que passaram fome, refere Isabel do Carmo. Mas é preciso contrariar esta convicção no âmbito de uma educação para a saúde. “O apetite não está normalizado”, explica a especialista, considerando que é um erro obrigar os mais novos a comer. “Tem é de se saber por que não querem comer” para despistar doenças do comportamento alimentar, como a anorexia nervosa, diz. E “oferecer-lhes os alimentos que eles mais gostam”.

Um estudo realizado em 2009 pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, revela que, apesar das boas intenções dos pais quando tentam obrigar os filhos a comer vegetais ou a “limpar o prato”, e não deixar comida, esta atitude não é aconselhável.

Segundo o autor desse estudo, Brian Wansink, quanto mais os pais insistem com os filhos para comer de forma saudável, mais estes preferem alimentos menos saudáveis.

O investigador recomenda que os pais ofereçam às crianças quantidades moderadas, mas variadas, de comida, encorajando-as a experimentar diferentes tipos de alimentos e deixando-as decidir que quantidades querem consumir.

Uma alimentação em excesso com a consequente energia extra que se vai acumulando pode contribuir para que a criança se torne num adolescente obeso, alertam os nutricionistas. A hora da refeição deverá ser um momento de prazer e não de tensão e de angústia, salientam.

O essencial é que a criança coma bem, ainda que pouco: dois ou três copos de leite por dia que podem ser substituídos por iogurtes, duas ou três peças de fruta diárias, além de vegetais. A carne e o peixe não devem ser consumidos em grandes quantidades e não devem falhar os hidratos de carbono, recomenda Isabel do Carmo.

Refeições leves ao almoço

Durante as férias, tal como os adultos, muitas crianças preferem almoçar na praia e portanto fazer refeições muito mais leves ao almoço. Nestes casos, é essencial comer um bom pequeno-almoço, consumir pequenos lanches de sandes e de fruta durante a tarde e desfrutar do sol e do mar.

Isabel do Carmo nota também a importância das regras e da disciplina relativamente aos horários das refeições, salientando que estas devem ser realizadas em família em contextos de socialização, o que – está provado – “traz benefícios para a saúde”.

A alimentação é, sobretudo “um hábito” que se ganha desde tenra idade – sublinha - notando que é mais fácil incutir o hábito de consumo de determinados alimentos, oferendo-os repetidamente às crianças logo de pequeninas, do que mais tarde ter de mudar as más práticas adquiridas."

publicado por Cátia Pontes às 10:24
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
10 cuidados alimentares para prevenção do cancro

"Evite o consumo de alimentos ricos em açúcar e gorduras
A ingestão excessiva de calorias, leva ao ganho de peso corporal, o que para além de aumentar o risco de desenvolvimento de cancro, deixa pouco espaço para o consumo de alimentos saudáveis responsáveis pela sua prevenção.

Aumente o consumo de hortícolas e fruta
O seu consumo está relacionado com um menor risco de desenvolvimento de cancro do pulmão, da boca, do esófago, do estômago e cólon, pela sua riqueza em vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes e fitoquímicos. Frutos e hortícolas brancos (banana, melão, alho, cebola) são cada vez mais associados à redução do risco de cancro. Os de cor roxa (amora, beringela) e vermelha (morango, tomate), estão directamente relacionados com a diminuição de cancro do tracto urinário. A Organização Mundial de Saúde recomenda um consumo de pelo menos 400 g de hortofrutícolas por dia.

Inclua na sua alimentação leguminosas
A sua riqueza em fibras, vitaminas e minerais, contribui para a diminuição de risco de cancro do cólon, estômago, pulmão, útero e ovário. Segundo a nova Roda dos Alimentos, o consumo de leguminosas deve ser de 1 a 2 porções diárias (1 porção= 3 colheres de sopa de leguminosas secas ou frescas cozinhadas, cerca de 80g).

Consuma cereais integrais
O efeito protector dos alimentos à base de cereais integrais, está especialmente ligado ao cancro do cólon, quer pela sua riqueza em fibras, quer pela existência de hidratos de carbono fermentescíveis. O consumo de fibra deve ser de 25g por dia.

Limite o consumo de carnes vermelhas e carnes processadas
Priveligie o consumo de peixe e carnes brancas (aves, coelho, caça). As carnes vermelhas e as processadas industrialmente (enchidos, fiambre) são ricas em gordura saturada e colesterol, e potencialmente responsáveis pelo aumento do cancro colo-rectal, pulmão, mama, endométrio e próstata. Os peixes gordos (sardinha, salmão), fontes de ácidos gordos ómega-3, apresentam um efeito protector contra o cancro.

Limite o consumo de bebidas alcoólicas
As bebidas alcoólicas devem ser bebidas com moderação. O consumo excessivo de álcool aumenta o risco de desenvolvimento de cancro da boca, laringe, faringe e esófago e o risco associado ao álcool é ainda maior quando as pessoas são simultaneamente fumadoras. Se é um adulto saudável, poderá beber até 2 copos de vinho por dia (homens) e 1 copo de vinho (mulheres) e deve fazê-lo às refeições. Faça da água a sua bebida de eleição.

Consuma menos sal (fonte de sódio)
Os alimentos processados podem conter quantidades elevadas de sódio, por isso leia os rótulos para saber exactamente o valor de sódio existente no alimento. Lembre-se que poderá ingerir no máximo 5 g de sal por dia. Procure eliminar o sal de mesa, e utilize ervas aromáticas e especiarias para temperar os seus pratos.

Tenha cuidado com a preparação dos alimentos
Opte por não ingerir alimentos total ou parcialmente carbonizados. Evite alimentos salgados e fumados. Estes produtos podem conter compostos cancerígenos.

Não reutilize as gorduras
Tenha atenção às gorduras que utiliza para cozinhar como a manteiga, margarina e óleos, que se alteram com temperaturas elevadas podendo formar substâncias cancerígenas. Use pouca gordura na confecção de alimentos e prefira azeite ou óleo de amendoim. O azeite, rico nutricionalmente em ácidos gordos moninsaturados, poderá diminuir o risco de desenvolver cancro da mama, cólon, ovário e próstata.

Procure ter uma alimentação equilibrada e variada e praticar actividade física. O excesso de peso e obesidade estão relacionados com o aumento de risco de cancro da mama em mulheres após menopausa, cólon, endométrio, rim e esófago. Existe também ligação com cancro do pâncreas, esófago, vesícula biliar, tiróide, ovário e colo uterino."

 

Fonte: www.apn.org.pt

publicado por Cátia Pontes às 11:05
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Alimentação até aos 3 anos pode influenciar QI

 

A alimentação das crianças nos primeiros anos de vida pode afectar o desenvolvimento do seu quociente de inteligência (QI), revela um estudo publicado na revista científica "British Medical Journal".


Os investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, basearam o seu trabalho em dados do  estudo ALSPAC, realizado com 14 mil crianças nascidas entre 1991 e 1992, e que faz um acompanhamento a longo prazo da saúde dos participantes.

Neste âmbito, os pais das crianças completaram questionários detalhados sobre o tipo de comida e bebida que os seus filhos consumiam aos três, quatro, sete e oito anos e meio. Depois disso, periodicamente, as crianças foram submetidas a testes de inteligência, segundo a escala de Wechsler.

Os resultados revelaram que aquelas cuja dieta era pouco saudável apresentaram um QI menor do que os que tinham uma alimentação equilibrada. 

De acordo com os investigadores, os padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto no nível de inteligência das crianças, mas apenas o tipo de dieta mantida até aos três anos. "Os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares nos primeiros anos de vida podem persistir mesmo alterando a dieta", alertaram. 

Apesar dos resultados obtidos neste estudo, os investigadores acreditam que serão necessários novos trabalhos para se perceber melhor os efeitos sobre a inteligência  de determinados tipos de dieta em idades mais avançadas.
Fonte: www.cienciahoje.pt

 

publicado por Cátia Pontes às 16:50
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
O nosso prato está cheio de resíduos químicos

Uma análise realizada em França, pela Associação Geração Futura, revela que os menus tipos – com a recomendação do Ministério da Saúde –, para as crianças de dez anos, têm mais de 80 substâncias químicas potencialmente cancerígenas, apesar de cumprirem os critérios.

O estudo recaiu em diferentes supermercados de Paris e em produtos não biológicos, geralmente consumidos diariamente por crianças. Três referentes a refeições-tipo e uma a alimentos que compõem o lanche da tarde – incluíam cinco frutos e legumes frescos, três produtos lácteos, água e algumas guloseimas.

Os tabuleiros das escolas foram cuidadosamente analisadas por diferentes laboratórios acreditados pelas autoridades francesas e belgas. O objectivo foi medir a presença de um determinado número de substâncias químicas, pesticidas, metais pesados e outros poluentes. O resultado comprovou a presença de 80 substâncias químicas recenseadas, onde cinco foram classificadas como cancerígenas, 42 são consideradas potencialmente prováveis e 37 susceptíveis de perturbar o sistema hormonal.

Para o pequeno-almoço, manteiga, chá e leite contêm apenas uma dezena de resíduos possivelmente cancerígenos, onde três são certos e vinte outros nocivos para o sistema hormonal. Já para o almoço, o estudo alerta para a presença de resíduos na carne picada, no atum de lata, pesticidas usadas nos legumes e substâncias químicas na pastilha elástica. A água da rede revelou conter nitrato de clorofórmio, entre outros.

Finalmente, para jantar, o bife e o salmão são mais ricos em resíduos químicos e neste caso, nem se consideraram os possíveis resíduos libertados por um prato de plástico aquecido no microondas.

Em quase a totalidade dos casos, os limites legais impostos pela Comissão da União Europeia e outras instâncias internacionais não foram ultrapassados – o que pode impor a necessidade de uma revisão, segundo acentuou a associação. O estudo assinalou ainda que os riscos deste cocktail de contaminantes são subestimados e conclui que pode estar na origem do aumento de doenças cancerígenas.

 

Fonte:www.cienciahoje.pt

publicado por Cátia Pontes às 11:41
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