Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
“Uma especialista em nutrição no supermercado”

As prateleiras dos supermercados escodem algumas surpresas em relação à composição de certos alimentos que são agora revelados num guia para comprar sem enganos.

 

Os fabricantes têm artimanhas para vender os seus produtos e anunciam inúmeras vantagens “em letras garrafais” nos rótulos das embalagens, mas apenas dizem a verdade em letras muito pequeninas, explicou à agência Lusa a nutricionista Patrícia Almeida Nunes.

 

Esta especialista, que coordena o Serviço de Dietética e Nutrição do Hospital de Santa Maria, percorreu durante mais de um ano hipermercados, supermercados e mercearias, pesquisando rótulos, tabelas nutricionais, e listas de ingredientes, tudo para tentar perceber exatamente o que compram e o que comem os portugueses.

 

“O projeto nasceu e cresceu pela solicitação da minha atividade clínica, em que as pessoas me perguntavam o que fazer quando compravam produtos no supermercado e decidi então transformar essa compilação diária num guia".

 

A dietista classifica o seu livro, “Uma especialista em nutrição no supermercado”, como um guia de compras, com uma parte teórica que ensina detalhes como o que são as proteínas, o que são os alimentos biológicos, quais as vantagens de alimentos frescos e congelados.

 

O guia inclui também uma parte prática, que fornece as “ferramentas para avançar pelos corredores do supermercado”: em cada secção há dicas práticas e conselhos, por exemplo, o que procurar se queremos alimentos com fibra ou com baixo teor de colesterol.

 

Patrícia Almeida Nunes dá como exemplo a fibra alimentar que, quando procurada pelo consumidor, leva-o normalmente a comprar o famoso pão integral ou as bolachas que se apresentam como ricas em fibra. A verdade é que muitas das bolachas com fibra são ricas em açúcar e gordura e acabam por engordar mais, existe arroz em algumas variedades, para além do integral, com muita fibra e o pão integral é largamente ultrapassado pelo pão alemão ou até pelo multicereais.

 

“O que me deixou mesmo muito surpreendida foi descobrir que existem salsichas à venda como sendo de peru e que têm carne de porco na sua composição, assim como constatar que as ‘batatas fritas no forno’ não são batatas mas sim um preparado de batata”, revelou.

 

“Temos que saber interpretar a informação: um alimento pode ter 0% de açúcar, mas se tiver mel ou frutos secos engorda mais. Nas prateleiras dos iogurtes há sobremesas lácteas, com embalagem idêntica ao iogurte mas com muito mais calorias, açúcar e aditivos, e há iogurtes magros [sem gordura] com o equivalente a quatro pacotes de açúcar”, exemplifica.

 

Patrícia Almeida Nunes afirma que este guia tem particular interesse para quem tem excesso de peso ou para crianças, mas constitui também um auxiliar de consulta para profissionais da área da nutrição ou laboratórios de referência.

 

“Dispõe de informações que não existem em mais lado nenhum, como uma lista atualizada de quase todos os produtos e marcas existentes no mercado, com informação equilibrada do ponto de vista económico e das boas escolhas alimentares”, explica.

 

Fonte: www.alert.pt

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publicado por Cátia Pontes às 19:27
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Porque é que é tão difícil perder peso?

Esta é uma questão que muita gente quer ver respondida e que não tem uma resposta fácil.

 

Um livro que já li há uns anos e que aborda esta temática é este que vos mostra a imagem…

 

 

 

 

É um livro das Edições Gradiva, escrito por Eric P. Widmaier, e que trata a questão da perda de peso, do stress, do apetite, entre outras, através da explicação da sua fisiologia e das estratégias evolutivas que o ser humano teve de enfrentar para sobreviver, que nos levou às chamadas “doenças da civilização”.

 

Deixo aqui transcrito um excerto deste livro, que tenta explicar a nossa dificuldade em perder peso:

 

“Claramente, o controlo da alimentação e do metabolismo tem uma importância de tal forma profunda e fundamental que o corpo humano desenvolveu um mecanismo fantasticamente complexo para a sua regulação. (…) Uma teoria largamente aceite é que cada indivíduo possui um limite intrínseco em torno do qual o organismo prefere operar. Uma pessoa com excesso de peso pode estar à mercê deste limite. O cérebro deste indivíduo, através da acção combinada de NPY, leptina e outros peptídeos, determina aparentemente que a obesidade destes indivíduos é o peso normal desejado. Este mecanismo é, de certa forma, análogo à febre. Durante uma febre, produtos bacterianos enganam o cérebro levando-o a pensar que o ponto de aferição da temperatura corporal normal é superior a 37ºC. Não se conhece ao certo a razão para tal facto, dado que temperaturas mais elevadas constituem um ambiente menos hospitaleiro para as bactérias. No entanto, o cérebro, pensando que o corpo devia, na realidade, estar a 38 graus, compara o novo ponto de aferição (38) com a temperatura actual (37) e decide que o corpo está demasiado frio. Iniciam-se assim actividades com o fim de nos aquecer, como os arrepios (e por esta razão sentimos arrepios no princípio de uma febre). O cérebro está a tentar dar resposta ao seu novo valor do termóstato.

Consequentemente, se um indivíduo tem a infelicidade de nascer com um cérebro programado com um ponto de aferição elevado para o peso corporal, terá dificuldade em ultrapassar essa programação. Ao perder peso, o cérebro irá comparar o peso actual com o peso de aferição pré-programado e concluir incorrectamente que o indivíduo está a emagrecer perigosamente. Isto provocará a desaceleração do metabolismo e o aumento do apetite e tem inicio o familiar ciclo de altos e baixos do controlo do peso (…).

 

publicado por Cátia Pontes às 11:35
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
De volta...

Depois de tanto tempo afastada deste blog e de algumas actividades enquanto Nutricionista (ser mãe tem destas coisas!), volto agora prontinha para reiniciar as lides nutricionais!  

 

Durante este tempo de ausência, não me afastei completamente da vida profissional, pelo que continuo a ter novidades para “postar”.

 

Estive há pouco tempo no I Congresso Português de Dietética e Nutrição, que se realizou em Lisboa no auditório da EsTESL, e que mereceu bem o tempo investido. A organização está de parabéns pelos oradores que escolheu, que foram realmente muito bons!

 

Entretanto, fui também assistir a uma palestra sobre Nutrição Desportiva realizada na bela cidade da Marinha Grande J e que, apesar de ter sido baseada na apresentação de suplementos alimentares para desportistas, também teve os seus dados interessantes.

 

E como o Verão é a minha época de pôr as leituras em dia, quero apresentar-vos o livro escolhido para a época balnear que passou:

 

 

Este é um livro da autoria de Jose Enrique Campillo Álvarez, Catedrático de Fisiología na Faculdade de Medicina da Universidade da Extremadura (Espanha) e que explica de forma relativamente simples a forma como a população humana se alimentou ao longo dos tempos, que a fez chegar a esta epidemia de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares (a tão falada Síndrome Metabólica!). Consegue explicar de forma simples alguns factos tão interessantes como a fome ser um anticonceptivo muito eficaz ou a razão do stress conduzir a episódios de AVC, e outros...

 

Entretanto, e para fugir aos livros, é de realçar também o Programa de Distribuição Gratuita de Frutas e Legumes, que irá arrancar em Portugal ainda este mês.

Os alunos das escolas do 1º ciclo irão receber maçãs, pêras, clementinas, tangerinas, bananas, cenouras e tomates. Para além de materiais educativos, folhetos e a realização de visitas a quintas, mercados e centrais horto-frutícolas.

 

É desta que as crianças vão começar a pôr em prática o 5 a Day... J

 

publicado por Cátia Pontes às 11:43
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